Transformação digital: aproximação do negócio à tecnologia

Entrevista para o Jornal Económico, revista Quem é Quem nas TIC em Portugal, em Outubro de 2018

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Num processo de transformação digital, quais são os principais desafios de negócio e porque são os sistemas de informação (nas suas dimensões gestão, organização e tecnologia) fundamentais para identificar soluções de negócio?

“Por uma questão de eficiência operacional, adaptação ao mercado e crescimento do negócio todas as empresas estão obrigadas a abraçar processos de transformação digital. Quem se contenta com resultados presentes e abdica de se preparar para o futuro paga um preço demasiado elevado.
Já não basta às empresas equiparem-se com hardware e software de topo, porque estes se tornam rapidamente obsoletos, elas têm de adotar uma cultura de transformação e evolução permanente, só possível com a contratação de quadros técnicos altamente especializados de forma a garantir a contínua evolução dos sistemas de informação e processos.
Apoiamos as empresas a transformar-se tecnologicamente fornecendo essa mão de obra especializada e atualizada, mas para o conseguirmos adoptámos também nós uma cultura interna de inovação, garantindo a evolução de todos os colaboradores através de planos muito exigentes de formação, certificação e gestão de carreira.
A transformação pode ser digital, mas ainda é feita por motivação e acção de pessoas. Só a boa gestão dos recursos humanos, neste caso técnicos, garante o sucesso de qualquer processo de inovação e evolução tecnológica.”

Quem é Quem nas TIC em Portugal 2018 (Jornal Económico)

You Are Welcome To Elsinore

“Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte     violar-nos     tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas     portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício

Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida     há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsinore

E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar”

…Mário Cesariny in “Pena Capital”, 1957

The ends and the means

“Do the ends justify the means? Is it worth lowering your standards and giving up your principles in order to find a better outcome?
Many times, the means are the ends. How we choose to act changes who we choose to become.
The way we choose to get to where we’re going defines what it’s going to be like when we get there.”

… Seth Godin