A Hillary pode ser falsa mas o Trump é assustadoramente verdadeiro

O que raio tomam os Obama ao pequeno almoço para discursarem assim?

E se é um discurso que certamente dará muitos votos a Hillary também lhe deixará um ligeiro nó na garganta, ou pelo menos a mim deixaria… Esta mulher que fala desta maneira seria tão melhor candidata E presidente do que “eu”.

Pessoalmente gostei do Bill Clinton como presidente, teve as suas polémicas e foi apanhado a mentir descaradamente mas foram muitas as voltas positivas que deu nos EUA, começando pela economia. Também pessoalmente não gosto da Hillary, pode ter trabalhado e realizado muita obra na sua vida mas não consegue apagar do olhar a expressão de interesseira, mentirosa e rancorosa.

É verdade que assusta imaginar o Trump a mandar na América e em grande parte do mundo mas pessoalmente teria mais medo em trabalhar com a Hillary, o Trump é muito mau mas transparente, ninguém se engana no quão mau ele é, já a Hillary tem um letreiro na testa a lembrar a todos que o que diz não é o que pensa e isso dá muito pouca segurança. Alguém disse no Twitter algo como isto: Ano difícil para os americanos, vão ter de escolher entre alguém que mente demais e alguém que devia dizer muito menos a verdade.

E assim se reuniram as condições únicas para que a Hillary consiga ser presidente, seguindo as minhas tradicionais teorias da conspiração diria que o Trump será um grande amigo dos Clinton para aceitar fazer este show todo para que ela seja eleita, até uma Sarah Palin se arriscaria a ganhar a uma tão falsa Hillary. É preciso ser tão mau ao ponto de ir contra tudo e todos, acabando até a apelar ao voto no dia errado para conseguir garantir que a Hillary ganha umas eleições.

Não sou americano e já me chega a escolha do mal menor no nosso pequeno cantinho, mas se fosse não tenho qualquer dúvida que votaria Hillary, com todo aquele sentimento de raiva de quem está a cavar a própria sepultura mas ainda assim o prefere a deixar que um novo Hitler palhaço apareça com poder para mandar no mundo. Uma sepultura ainda se consegue fechar no futuro, já dar o poder nos EUA a alguém que se orgulha de nunca ter pago $1 de impostos é muito muito mais do que um tiro no próprio pé.

Já se pudesse escolher não tinha também qualquer dúvida, e a resposta bem podia ser a mesma para os EUA e Portugal… Que bem ficavam os Obama mais 8 anos no cargo em papeis invertidos e como eu gostava de mostrar a esta senhora que merece tanto ou mais que um cargo de responsabilidade. Porque não é só uma pessoa que fala bem, é uma pessoa com os princípios certos, com os valores que todos os políticos deviam ter e que até mais do que o Barack percebe que não pode valer tudo a troco do poder e que o poder tem de ter por base os valores basilares da humanidade. Eu sei que está a fazer campanha e que é uma política com uma máquina gigante por trás mas transpira honestidade e valores, mostra que é pessoa e que sente, sabe o que é a verdadeira empatia, e isso é tudo o que precisávamos para uma nova geração de políticos, também em Portugal.

Um último parágrafo apenas para louvar o grande Buffet, o senhor é a versão real da personagem Tio Patinhas, só vê dinheiro à frente. Mas à semelhança da Michelle não deixou de se chegar à frente para mostrar ao Trump a diferença entre oportunismo e princípios e que são estes últimos que acabam por definir quem somos e que legado deixamos aos outros. Ele divulgou (mais uma vez) a sua declaração de impostos, afirmando que tem disponíveis as 72 declarações anuais anteriores e que não houve um único ano em que não tivesse pago impostos, começando com 13 anos ao pagar nada mais do que $7 de contribuições ao estado.

Fica então o discurso da Michelle, para juntar aos tantos outros fantásticos do Obama. Assim como a minha confirmação pessoal para que nunca a Michelle ou qualquer outra mulher tenha dúvidas… eu também nunca presenciei conversas no tom do Trump, nem em balneários, nem em hangares de paraquedistas, nem entre mecânicos, nem desportistas nem sequer sem-abrigos. Não é uma questão de cultura, dinheiro, geografia ou sequer educação, são valores de base. É muito diferente mostrar um interesse desmedido pelas medidas de uma mulher, mesmo recorrendo a grandes palavrões e uma imaginação muito fértil, do que achar-se no direito e poder de se sobrepor à sua vontade. E conversas do tipo eu ultrapassei e ultrapasso a sua vontade são muito, mas muito diferentes de conversas do tipo eu gostava, eu fazia ou eu vou tentar. E sim, lideres a dizer que apesar de negativo é normal o discurso e os atos em causa, é muito perigoso, porque, como bem diz a Michelle, educam toda uma nova geração de homens e mulheres com os princípios errados. Até por uma razão simples… a educação não se faz através de palavras e declarações, faz-se de actos e exemplos e não podemos deixar que toda uma nova geração tenha como modelo alguém que atua como o Trump.

Como este é um blog pessoal, com pouco mais do que um único leitor, não correrei o risco de ser chacinado em comentários mas até para minha memória futura não quis deixar de registar o que penso e o que sinto…

A Hillary pode ser falsa mas o Trump é assustadoramente verdadeiro.

 

 

 

 

 

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