GungHo!

GungHo! – Ken Blanchard e Sheldon Bowles

Este livro, apesar de ter pouco conteúdo, representou para mim a entrada no mundo do coaching de liderança. Usei-o em inúmeras equipas para explicar o conceito da Liderança Situacional e da pirâmide invertida na forma de gerir pessoas e equipas.

É mais uma fábula ligeira na coleção Vectores de Liderança da editora Pergaminho. Colecção que usei ao longo de muitos anos para passar conceitos simples aos membros das minhas equipas e para oferecer prendas a formandos em cursos de liderança e gestão de equipas. 

Mais uma vez… Não é exactamente pelo seu valor concreto mas pelo que representou em termos de caminho. Foi a descoberta de um senhor brilhante chamado Ken Blanchard, que nunca mais deixei de seguir. E foi uma óptima referência externa para explicar o meu próprio conceito de liderança.

O livro foi descontinuado pelo Ken Blanchard, segundo o próprio evoluiu para a chamada Liderança Situacional e como tal deixou de ser usado pela sua equipa. Mas a forma como, através de uma fábula, explica como um líder deve actuar torna muito mais fácil passar a palavra aos outros, especialmente  nestes tempos em que a leitura deixou de ser prioridade para a maioria dos gestores.

Registei o domínio gungho.pt, tentei comprar 1000 exemplares, tentei comprar uma edição inteira, tentei até comprar os direitos de distribuição para Portugal, e tudo isso falhou. A minha ideia era juntar ao início do livro uma introdução escrita por mim, no final juntar a missão, visão e valores da Olisipo e depois oferecer um exemplar a cada funcionário no onboarding. Na verdade a ideia também não era exactamente barata mas o valor que dou a este livro é tanto que se me tivessem deixado era o que tinha acontecido algures em 2018.

O Livro resume-me a conceitos muito simples que deixo aqui para quem não tiver paciência de ler o livro, para aqueles que ainda assim o pretenderem aconselho a versão em inglês que pode ser encontrada na Amazon em formato papel ou ebook.

——————————————————

Plano de acção GungHo

  1. Trabalho que vale a pena
    1. Saber que tornamos o mundo um lugar melhor.
      – Trata-se do entendimento, não do trabalho.
      – Trata-se da forma como o trabalho ajuda os outros, não das peças produzidas.
      – Resultado: auto-estima, uma emoção tão poderosa quanto o amor e o ódio.
    2. Todos trabalham para um objectivo comum
      – A partilha de objectivos significa apoderar-se de objectivos, não só anunciá-los. Confiar e pôr os membros da equipa em primeiro ligar levar ao apoio dos objectivos
      – O gestor estabelece os objectivos cruciais. A equipa pode estabelecer os outros. (As pessoas apoiam melhor aquilo que ajudam a criar.)
      – Os objectivos são marcos topográficos que se estabelecem na paisagem futura, entre o sítio onde se está e onde se quer estar. Concentram a sua atenção de forma produtiva.
    3. Os valores guiam todos os planos, decisões e acções
      – Os objectivos são para o futuro, os valores são para agora. Os objectivos estabelecem-se, os valores vivem-se. Os objectivos mudam, os valores são rochas sempre presentes. Os objectivos põem as pessoas em movimento, os valores sustentam o esforço.
      – Os valores só se tornam reais quando se demonstram na forma como agimos e na forma como insistimos que os outros se comportem.
      – Numa organização GungHo, os valores são o verdadeiro padrão.

  2. Controlar a conquista do objectivo
  1. Um campo de jogo com território marcado de forma clara.
    – Os objectivos e valores definem o campo de jogo e as regras do jogo.
    – Os líderes decidem em que posição jogam os membros da equipa, mas depois têm de sair do campo e deixar os jogadores movimentarem a bola.
    – A liberdade de assumir o controlo vem do facto de se saber exactamente os limites do território.
  2. Pensamentos, sentimentos, necessidades e sonhos respeitados, ouvidos e realizados.
    – Só conseguimos assumir o controlo se o resto da organização nos apoiar e não nos boicotar a nós ou ao nosso trabalho.
    – Regra de ouro da gestão: Valorizar os indivíduos enquanto pessoas.
    – A informação é guardiã do poder. Toda a gente precisa de acesso total à informação. Os gestores têm de estar dispostos a abdicar das rédeas de controlo pelas quais trabalharam uma vida inteira. É difícil ser-se patrão sem se ser autoritário.
  3. Capaz mas desafiado.
    – As expectativas de produção devem estar de acordo com as capacidades e técnicas, mas, se tiver expectativas demasiado baixas, vai insultar as pessoas.
    – Nada destrói a auto-estima mais depressa do que saber que se está a enganar o sistema e não a contribuir. Se as pessoas não conseguem fazer um bom trabalho em troca de um bom salário, estão a ser rebaixadas.
    – O GungHo necessita de um esforço: trabalho que exija o melhor das pessoas e lhes possibilite aprender e seguir em frente em território não marcado.
  1. Animarmo-nos uns aos outros.
    1. Sejam activas ou passivas, as congratulações têm de ser verdadeiras.
      – As congratulações são afirmações de que o que as pessoas são e o que fazem é importante, e de que elas estão a dar uma contribuição valiosa para a conquista da missão partilhada.
      – Dizer às pessoas que óptimo trabalho fizeram ou entregar um prémio é uma congratulação activa. As congratulações passivas consistem em afastar-se e deixar um membro da equipa ir em frente com um projecto intrincado, complicado e importante, sem exercer nenhum tipo de controlo nem mesmo oferecer conselhos.
      – Não é possível exagerar nas congratulações VERDADEIRAS: Oportunas, Adequadas, Incondicionais, Entusiastas.
    2. Sem pontuação, não há jogo, e comemore-se o progresso.
      – Nos jogos de futebol americano, os fãs não ficam sentados em silêncio à espera do touchdown, enquanto a bola é movimentada pelo campo, antes de comemorarem. Comemore o progresso, não apenas os resultados. A medição (pontuação) partilhada com toda a gente gera entusiasmo.
      – Quanto mais para a direita estiverem as congratulações na escala abaixo, melhores e mais eficazes são:
                               Programado -> Espontâneo
                               Abrangente -> Individual
                               Geral -> Específico
                               Tradicional -> Único
      – Pare de concentrar-se nos problemas e na procura dos culpados (comportamento de polícia) e comece a procurar os responsáveis pelo que corre bem (comportamento de treinador).
    3. E = mc^2  –  O entusiasmo é igual à missão vezes dinheiro em caixa e congratulações.
      – Trabalho que vale a pena e controlo da conquista do objectivo – é uma missão
      – Animarmo-nos uns aos outros traz entusiasmo para o trabalho.
      – O dinheiro vem primeiro – é preciso alimentar necessidades materiais (comida, roupa, etc.) antes de se poder alimentar o espírito com congratulações.

——————————————————

Ken Blanchard companies

GungHo! na Amazon

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: