Diferenças

“Eu acredito numa sociedade que valorize as diferenças. Uma sociedade que valoriza a diversidade é uma sociedade mais rica porque se vê formas diferentes de ser e fazer as coisas. Uma sociedade assim é mais criativa e tem mais oportunidade de crescer. O que eu faria publicamente é o que já faço que é tentar não julgar as pessoas por pensarem de maneira diferente ou por serem diferentes seja por que razão for e defendê-las perante os outros quando eles não os aceitam.”

Um(a) Dream teen no livro “Adolescentes em navegação segura por águas desconhecidas”

Disponível em: http://www.coisasdeler.pt/index.php?id_product=264&controller=product



e no wook: http://www.wook.pt/ficha/adolescentes/a/id/17044129



 

 

Caos e poeira

“Devemos ser intolerantes apenas com a intolerância para que o amor prevaleça. Pois o amor morre numa sociedade não empática, fria e sem diálogo. É importante rejeitar a hostilidade à diferença e ouvir todos aqueles que têm algo para dizer, porque uma voz procura alguém para a escutar.

Então porque é que sequer consideramos parar de respirar quando é tão óbvio que é uma das coisas mais necessárias à nossa sobrevivência? E porquê deixar de amar se é algo tão necessário para a nossa vida? No entanto, a sociedade tem tendência a complicar tudo aquilo que aperfeiçoa e é então que todos nós entramos neste dilema que é encontrar o amor perfeito. Mas se reconhecemos isto então porquê tanta dificuldade no que toca a alimentar o bater do coração?

O amor e o sexo fazem parte da nossa natureza, talvez os devêssemos questionar da mesma maneira que questionamos a nossa respiração. Mas obviamente não o fazemos! É algo natural e essencial para todos nós. É parte do nosso bem-estar individual.

A verdade é que a estranha mistura de um cérebro tão racional com um sentimento tão contraditório só podia causar o caos total. Focamo-nos nas pequenas coisas, coisas estas tão simples como o que dizemos, quando o dizemos e porque o dizemos que acabamos por não comunicar de todo. Escondemo-nos por detrás de desculpas como o nosso vestuário, aparência, etnia, maneira de ser e pensar.

E muitas vezes acabamos por confundir a sexualidade com amor e aí até o próprio mundo parece comprimir-se em si mesmo tornando tudo em, nada mais nada menos, que num amontoado de pensamentos perdidos. Moral da história? Há que dar voz às vossas ideias, agir, falar e mostrar o nosso ser!

Pois tudo o resto é apenas poeira suspensa no universo…”

Margarida Gaspar Ramos no livro “Adolescentes em navegação segura por águas desconhecidas

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“este homem está louco!”

“Vivemos numa geração em que o dinheiro está acima de todos os valores. Uma vez uma pessoa mais velha disse-me: “Escolhe o que te der mais dinheiro na vida.” E a primeira coisa em que pensei foi “este homem está louco!”. Eu quero ser uma pessoa que tem gosto pelo papel que está a desempenhar na sociedade (…) Muitos valores foram esquecidos, como o respeito, a confiança.

É importante reciclar alguns conceitos na sociedade para que no futuro ela melhore, porque não quero este tipo de sociedade para os meus filhos, uma sociedade que só critica, que não dá valor a muitas coisas, que desrespeita, que maltrata, que humilha, que só olha para o valor bancário de cada pessoa!”

Um(a) Dream teen no livro “Adolescentes em navegação segura por águas desconhecidas

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Inteligência

“Ser jovem saudável e realizado é continuar firmemente a batalhar pelo que nos dizem irrealizável. Menos do que isto, é sinal que perdemos a exigência. E quando isto acontece, é porque já estamos acomodados ao sofá da sala teclando na internet e no telemóvel, a nossa vida actual/virtual. Ser jovem não é estar na onda! É querer saber de que matéria são feitas as ondas. É a inteligência a funcionar em toda a parte, em qualquer contexto, em qualquer viagem. Sim, a inteligência é a propriedade mais WI-FI que possuímos dentro de nós.

Um jovem saudável, carrega a inteligência sempre consigo. Felizmente, ainda não há selfie que revele isto. É dentro de ti que começa a aplicação SMART!”

Um(a) Dream teen no livro “Adolescentes em navegação segura por águas desconhecidas

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Auto-regulação (jovens)

“A auto-regulação associa-se a um desenvolvimento adaptativo ao longo da adolescência. A auto-regulação intencional desenvolve-se na segunda década de vida e tem uma função adaptativa cada vez mais importante, dando origem a um aumento do controlo cognitivo, que inclui a possibilidade de definição de objectivos a longo prazo, um maior sentido de um futuro pessoal (é reconhecida a dificuldade dos adolescentes em definir objectivos a longo prazo e a projectar-se no seu futuro, mas poderão sempre ser incentivados nesse sentido). A auto-regulação intencional tem a ver com a orientação das interacções com o meio físico e social, de modo a atingir os seus fins.

(…)

Regressando à nossa metáfora náutica, o adolescente tem de estar atento ao mar e às outras embarcações ou obstáculos; tirar partido do vento, da maré e da corrente ao mesmo tempo que é capaz de se proteger e, caso necessário, ser capaz de mudar de bordo e mesmo de rota se necessário.

Enquanto estas manobras não forem feitas com competência, o apoio da tripulação e do comandante (suporte social) são da maior importância; mas também aqui não faz sentido manter o marinheiro(a) em terra, amarrado a um cinto de salvação, parado na doca seca, à espera de crescer e ser capaz de navegar sem risco.”

Margarida Gaspar Ramos no livro “Adolescentes em navegação segura por águas desconhecidas

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Utopia

“Um jovem saudável vive em permanente transformação. Faz da interrogação o motor dos seus dias. Essa capacidade de não se acomodar às respostas que encontra, porque as estradas são infinitas. José Saramago dizia: “um homem só escreve com as palavras que conhece”. Palavras sábias, imensamente sábias, que me ondulam permanentemente o pensamento. Definem-me um ideal de vida, quanto mais palavras conhecermos mais a nossa capacidade de agir e reflectir sobre o mundo aumenta. Adquirimos conhecimentos que nos permitem eliminar preconceitos, adquirimos mundo adquirindo o outro.

Um jovem só é saudável se não perder utopia. As pessoas envelhecem quando encolhem sabedoria. Quando se alargam em resignação porque os percalços lhes diminuem a capacidade de acreditar. Como se os verbos já não tivessem conjugação, perdessem o infinitivo e o sentido dentro da sua alma. E existem verbos tão bons! Palavras infinitas que se dão tão bem no singular, no plural, no passado, no presente, no futuro… Amar, acreditar, mudar, explorar, confrontar, perguntar, lutar, transformar… Todas terminadas em ar infinito, todas a transbordar de saúde e jovialidade. Todas jovens até o comodismo lhes esbater o ânimo, criando-lhes anemias que lhes tiram a cor do sentido e lhes baixam a “intensão” de estar na vida.”

Jorge Serafim no livro “Adolescentes em navegação segura por águas desconhecidas

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