Respeito pelo homem!

“Uma tirania totalitária poderia satisfazer, também ela, as nossas necessidades materiais. Mas nós não somos gado de engorda. A prosperidade e o conforto podem não bastar para nos satisfazer. Para nós, que fomos educados no culto do respeito pelo homem, têm muito peso os simples encontros que às vezes se transformam em festas maravilhosas…
Respeito pelo homem! Respeito pelo homem!… Aqui está a pedra de toque! Quando o nazi respeita exclusivamente quem é parecido com ele apenas se respeita a si próprio. Rejeita as contradições criadoras, arruina qualquer esperança de ascensão, e funda por mil anos, no lugar do homem, o robô de um formigueiro. A ordem pela ordem castra o homem do seu poder essencial, que é o de transformar o mundo e o de se transformar a si mesmo. A vida cria a ordem, mas a ordem não cria a vida.”

“Carta a um refém” de Antoine de Saint-Exupéry

Sentinela adormecida

“Mas, ó sentinela adormecida, diante do teu rosto de criança pálida, não por teres abandonado a cidade, mas por a cidade te ter abandonado a ti, começo a temer por um império que já não me consegue manter as sentinelas acordadas”

Antoine de Saint-Exupéry em “Cidadela”

Como se forma uma equipa perfeita

Já faz tempo que o mundo percebeu que a tradicional inteligência ou as competências técnicas dos indivíduos não chegam para construir uma boa equipa. A empatia, capacidade de nos relacionarmos com os outros, construirmos pontes e comunicarmos assertivamente são de longe as  competências mais importantes para se trabalhar em equipa. É evidente que temos de ter pessoas que consigam desempenhar a função que têm atribuída, mas é difícil perceber o que é mais importante, ou que nota de avaliação devemos dar a cada uma das componentes: social e técnica. E na minha opinião as empresas que tenho acompanhado preocupam-se demasiado com a parte técnica, deixando as competências sociais e a motivação dos seus colaboradores para os próprios gerirem ao sabor do simples ordenado ou em casos piores ao sabor do medo.

Apesar da constatação de que a empatia e inteligência emocional são fundamentais para os resultados, empresas e chefes tradicionais continuam a tentar formar equipas de génios na esperança que a soma de 1+1 seja no mínimo 2, ficando depois altamente surpreendidos quando não só não o conseguem como acabam por desmotivar os génios e ver ao lado equipas de medíocres a obter melhores resultados e a trabalhar em equipa de forma excepcional, em que o 1+1 é mesmo igual a 3 (ou mais).

Não que existam exactamente powerpoints e folhas de excel para provar que mais vale um medíocre emocionalmente disponível do que um génio insociável, mas lá se vão descobrindo gestores de equipas e verdadeiros líderes a levantar o tema. Recentemente partilharam comigo um texto sobre um tal “Project Aristotle” do Google, e se por várias razões não é empresa que eu idolatre, aqui fica o reconhecimento de que por outras tantas razões estão no bom caminho…

What Google Learned From Its Quest to Build the Perfect Team